Citroën

 

O nome CITROËN tem sido sinônimo de inovação, design, aventura e prazer. Sua história está recheada de inúmeros fatos que deixaram sua marca registrada na indústria automotiva da Europa e de todo o mundo.
A história
Quando o engenheiro André Citroën começou a vender carros com o seu sobrenome em 1919, ele já era um especialista em métodos de produção em massa e em tecnologia automotiva. Fundou sua primeira empresa em 1902 depois de completar o serviço militar. Registrou a patente de uma técnica de corte de engrenagens que havia descoberto na Polônia, cuja principal característica era o formato dos dentes em “V”. Em 1907, ele descobriu a indústria automobilística quando concordou em ajudar a Mors, uma problemática fábrica de carros sediada em Paris, mas famosa por bater recordes de velocidade no início do século. Aceitou o desafio de recuperar a empresa e começou a trabalhar duro, reorganizando as oficinas e definindo novos modelos. Em poucos anos, os carros Mors atraíam cada vez mais consumidores, a situação financeira da empresa melhorou e voltou a ter lucros. Em 1912, a sociedade Citroën-Hinstin, se transforma em uma sociedade anônima das engrenagens CITROËN. No mesmo ano, numa viagem aos Estados Unidos, ele visita as fábricas de Henry Ford e se familiariza com os princípios de organização do trabalho nas oficinas. Como Henry Ford, ele decidiu produzir um modelo simples de automóvel com forte apelo popular. Ele revolucionou o mercado ao apresentar o Type A 10CV no ano de 1919.
Fabricado já com técnicas de produção em série, o Type A foi lançado com carroçaria completa incluindo quatro rodas de metal estampada com pneus, estepe, dois faróis e um motor elétrico de partida. O 5CV, por exemplo, apresentado no Salão de Paris de 1921 e logo apelidado de “Trèfle” (trevo), foi o primeiro carro realmente popular produzido em série na Europa. Foi neste mesmo ano que a empresa começou a conquistar outros mercados, exportando 3 mil carros. Em 1923 sua primeira subsidiária foi aberta na Inglaterra. Convencida que o mundo cada vez mais necessitaria de automóveis, a empresa inaugurou em 1924 uma rede de subsidiárias em Bruxelas, Amsterdã, Colônia, Milão, Genebra e Copenhagen para escoar cerca de 17 mil carros exportados. No ano seguinte, a rede de concessionárias dentro do território francês atingia o número de 5 mil unidades.


André Citroën estava à frente de seu tempo no uso da comunicação moderna e da propaganda. Em 1928, a CITROËN introduziu o primeiro veículo totalmente em metal na Europa. Entre 1919 e 1934, usou diversas formas de comunicação à disposição para divulgar a marca e seus produtos. Alguns exemplos incluem sinais de estrada, transporte CITROËN, táxis, garantia e seguro CITROËN, peças de reposição, brinquedos, a iluminação da Torre Eiffel com a palavra CITROËN, a maior loja da Europa em Paris, além de patrocinar expedições à Ásia e África, com a intenção de demonstrar o potencial de seus carros equipados com sistemas de tração Kegresse para regiões hostis. As expedições eram um sucesso de publicidade. A invenção do motor flutuante em que colocado sobre lâminas de borracha evitam que vibrações fossem transmitidas ao carro desenvolvido em 1932, conquistou a imaginação de André Citroën, que comprou a licença exclusiva de sua utilização na Europa. No início os carros tornaram-se um sucesso. Mas logo os competidores, que ainda usava madaeira na estrutura de seus veículos, passaram a adotar o novo design. Citroën não teve oportunidade para redesenhar a estrutura de seus veículos e estes passaram a ser vistos como retrógrados.


A CITROËN vendeu grandes quantidades apesar do visual retrô, pois o baixo custo e a leveza dos carros eram seus pontos mais fortes. Isto encourajou André Citroën a desenvolver o Traction Avant, um carro tão inovador que não haveria concorrentes à altura em competições. O modelo tinha três características revolucionárias: a estrutura monobloco, suspensão independente nos pneus dianteiros e a direção frontal. O modelo foi lançado em 1934, e revolucionou a indústria automobilística. Fabricado por 23 anos (maio de 1934 a julho de 1957) seu modelo original, o 7, atingiu rapidamente a marca de 300 veículos por dia. Desde o lançamento do Type A 10CV, André Citroën teve a visão de desenvolver uma versão chamada como “carro de entregas”. Ele estava convencido do potencial comercial de veículos utilitários e continuou a desenvolvê-los. O modelo TUB, em 1939, e o Type H produzido entre 1948 e 1981, anteciparam os modernos veículos utilitários leves com tração nas rodas dianteiras, carroçaria monobloco de aço, assoalho liso e baixo para facilitar o serviço de carga, porta lateral deslizante, fácil acesso e posição avançada para o motorista.


Com o falecimento de André Citroën, Pierre Michelin e Pierre Boulanger compram a empresa em 1940. Durante a ocupação alemã da França na Segunda Guerra Mundial, a empresa continuou com seu trabalho, desenvolvendo conceitos que mais tarde chegaram ao mercado pelos modelos 2CV (Dois Cavalos) e DS (carinhosamente apelidado por boca-de-sapo). Estes foram largamente criticados pelos jornalistas comtemporâneos como radicais e até mesmo como soluções avante garde para o design automóvel. Isto iniciou um estranho período de lealdade à CITROËN, normalmente visto apenas em marcas como Porsche e Ferrari, gerando uma espécie de desejo pelos carros por parte dos Citroënistas que duraria quase duas décadas. Com o término do conflito, mais precisamente em 1948, a montadora lança o novo modelo do 5CV, um automóvel que surpreendeu a Europa e se transformou em sinônimo de carro popular na França.


Em 1955, a CITROËN inaugura a suspensão hidroativa com um design revolucionário em seus carros que iriam modificar a concepção mundial de veículos. A década de 60 foi marcada pelo estilo e linhas contemporâneas da montadora. A suspensão hidropneumática de carga constante, lançada inicialmente no eixo traseiro do último modelo 15 Six, criou novos padrões de conforto e eficiência. Em 1962, esse sistema salvou a vida do general Charles de Gaulle durante um atentado em Petit-Clamart. Em 1970 foi lançado pela empresa, um carro como nenhum outro, com a participação da Maserati: o modelo ZM com motor V6 e 170 cavalos de potência.


Em meados desta década, a CITROËN, que sofria grandes perdas financeiras, muito em virtude do fracasso do motor rotativo Comotor, estava fraca e incapaz de lutar contra a queda do mercado automobilístico que acompanhou o embargo do petróleo em 1973. Este era um sinal ameaçador do que ainda estaria por vir, e em menos de um ano a montadora estava à beira da falência. O Governo Francês, receoso com demissões em massa, cooordenou as negociações que resultaram, em 1976, na fusão entre a Automobiles Citroën e a Automobiles Peugeot, formando uma única empresa chamada PSA PEUGEOT CITROËN. Em 1981, James Bond, pilotou um 5CV no filme “007 somente para meus olhos”, proporcionando grande visibilidade para marca no mundo inteiro.


Em 1991 a montadora inaugurou fábrica na China, entrando num enorme mercado consumidor, e pouco depois, lançou o modelo Xantia, um carro que aliava conforto e modernidade. Nos anos seguintes a empresa lançou inúmeros modelos de sucesso como o Berlingo; o Xsara, que se beneficiava de uma estética bem sucedida, tornando-se o precursor em seu segmento; o compacto C3; a perua Xsara Picasso, um sedan monovolume, que foi introduzida com um maravilhoso comercial denominado “Robot”; o C5, que foi lançado com muita pompa, destacando, principalmente, os recursos tecnológicos e conforto do veículo; e o moderno C8, última geração de vans de alta tecnologia posicionada no topo da linha de veículos de uso múltiplo e aplicação essencialmente familiar.

A linha do tempo
1949
● Percebendo a necessidade da popularização do automóvel, Michelin, então proprietário da montadora, ordena um estudo para construção de um carro pequeno e com custo baixo de produção, sendo assim acessível a quem não poderia comprar um meio de transporte individual. O resultado foi o lançamento do CITROËN 2CV, destinado a operários e agricultores. Era a popularização do automóvel possibilitada em um carro leve, de carroceria simples e barato. Produzido até 1990, o modelo vendeu 3.868.631 de unidades em suas 30 versões lançadas no decorrer dos anos.
1961
● Lançamento do AMI 6 para preencher o segmento intermediário entre o popular 2CV e o luxuoso DS, ampliando consideravelmente sua faixa de clientes. Seu principal diferencial era o estilo ousado. Com o vidro traseiro invertido, além de contribuir para o design, era uma solução para satisfazer a exigência da diretoria da montadora que considerava que todo sedan deveria ter um porta-malas, tarefa difícil em um carro de apenas 3.865m de comprimento. Desta forma Flaumino Bertoni (que projetou o carro pessoalmente) conseguiu atender a diretoria e ainda criar um design inovador, firmado pelos faróis retangulares, capô baixo e portas.
1976
● Lançamento do LN, resultado de uma parceria entre a Peugeot e a CITROËN. O modelo nada mais era que um PEUGEOT 104 com duas portas, motor herdado do CITROËN 2CV e o tradicional logotipo da CITROËN na grade dianteira. A imprensa e o público não perdoaram a falta de originalidade da CITROËN, que até então surpreendia com modelos revolucionários e atraentes.
1982
● Lançamento do BX com três versões de motorização. O modelo era um automóvel de linhas retas, com cinco portas e a traseira com um leve caimento. Em dezembro de 1993 a produção do BX foi encerrada, com a linha chegando a marca de 34 versões introduzidas no decorrer dos anos.
1991
● Lançamento da linha ZX composta por quatro modelos de automóveis de porte médio, cada qual com características e identidade próprias. Reflex, Avantage, Aura e Volcane foram desenvolvidos para quatro diferentes tipos de consumidor, cada um com um motor de quatro cilindros a gasolina, que se adaptavam facilmente a diversos tipos de terreno, em diferentes países. No mesmo ano no Salão de Frankfurt é lançado o ZX Diesel.
1993
● Lançamento do XANTIA, um sedan com design externo que enfatizava a personalidade de elegância e refinamento: capô com três nervuras, grade destacando o famoso “chevron” – logo da CITROËN – e faróis alongados no sentido horizontal. Os pára-choques, volumosos e arredondados receberam pintura na cor da carroçaria que reforça sua aparência de robustez e forte personalidade. O modelo teve sua produção encerrada em 2001, com vendas totais de mais de 1.2 milhões de unidades, tornando-se um dos maiores sucessos da montadora.
1995
● Lançamento do JUMPY, um veículo utilitário para atender ao mercado de veículos comerciais leves (LCV – Light Commercial Vehicle). Após onze anos sem alterações a nova geração foi lançada com novo design, inovações tecnológicas e sistema de segurança para passageiro e motorista. A capacidade de carga também aumentou de 900kg para 1200kg, além das novas dimensões.
1996
● Lançamento do BERLINGO, que trazia um design inovador e diversos equipamentos de segurança incomuns em utilitários. Robusto e prático tinha tração dianteira e quatro rodas independentes. A nova geração do modelo foi lançada em 2008, consolidando sua liderança incontestável de mercado na Europa (17 países), com mais de 1.760.000 unidades vendidas desde seu lançamento.
● Lançamento do SAXO, carro de porte pequeno e urbano, baseado no PEUGEOT 106. O carro não agradou e foi retirado do mercado em 2003.
1997
● Lançamento do XSARA, para substituir o modelo ZX, um carro de médio porte nas versões de 3 e 5 portas. O XSARA foi produzido até 2004.
1999
● Lançamento do XSARA PICASSO, uma minivan compacta. Com linhas dianteiras fluidas, pára-choque dianteiro alongado, capô ligeiramente arredondado e faróis marcantes o modelo tinha um design único.
2001
● Lançamento do CITROËN C5, um veículo que além de incorporar todas as vantagens de um sedan, representava um passo adiante na direção de um projeto estrutural novo e no uso racional do amplo espaço interno. Também foi lançada a versão station wagon (perua).
2002
● Lançamento do CITROËN C8, uma van com sete lugares e 4,7 metros (o comprimento da S10 cabine dupla), que esbanjava luxo, conforto e praticidade. Em apenas dois anos o veículo já havia vendido quase 80.000 unidades.
● Lançamento do CITROËN C3, um compacto que se tornou um dos mais bem sucedidos modelos da montadora francesa. Trata-se de um carro de personalidade jovem e marcante, feito para quem valoriza o bom gosto. Além disso, é o único modelo do segmento a oferecer equipamentos como direção elétrica progressiva, que proporciona maior segurança, economia de combustível e prazer ao dirigir.
2003
● Lançamento do CITROËN C2, um automóvel compacto de três portas prático e confortável.
● Lançamento do CITROËN C2 VTS, versão esportiva do modelo original
● Lançamento do CITROËN C3 PLURIEL, sinônimo de dinamismo e sedução. Desde que foi lançado, o modelo tem sido utilizado pela CITROËN como atrativo para novos clientes: um automóvel (com uma capota multifuncional que pode ser montada de várias maneiras diferentes) de formas nada comuns e uma variação do C3 com linhas diferentes daquelas utilizadas no hatch compacto. O Pluriel é um três-portas que pode assumir quatro configurações: sedã panorâmico, com ampla área de teto aberta; Cabriolet, um targa; Spider, um conversível de quatro lugares; e Spider Pickup, em que a área de bagagem faz as vezes de caçamba.
2004
● Lançamento do CITROËN C4, com estilo forte e inovador, acessórios que garantem conforto e segurança e um motor potente. Seus traços retos e linhas elegantes são responsáveis não só por sua aparência forte e dinâmica, mas também por seu excelente resultado aerodinâmico (Cx 0,28), recorde em seu segmento. O modelo traz um curioso vidro traseiro dividido em dois.
2005
● Lançamento do CITROËN C1, um compacto de preço atrativo para completar a gama de modelos da montadora. O menor modelo da marca possui apenas 3,43 metros de comprimento e tem capacidade para quatro pessoas, incluindo o motorista. Mas apesar de seu tamanho, dispõe de um espaço interno generoso, estabilidade e segurança.
● Lançamento do CITROËN C6, um sedã de luxo. Sendo comparado com clássicos como o Mercedes-Benz E 350, BMW 535i, Audi A6, Jaguar S-Type e Volvo S80, o C6 não deixava nada a desejar.
2006
● Lançamento do CITROËN GRAND C4 PICASSO, uma minivan com os mais altos níveis de conforto interno e equipamentos de segurança, inclusive para os seis passageiros. Com uma excepcional entrada de luz pelo pára-brisa, estilo único, cabine modular e grande dirigibilidade o modelo é garantia de conforto e de uma experiência única. Com um impressionante ângulo de visão de 70º (geralmente os veículos possuem 35º) e com barras laterais muito finas, a visibilidade do modelo é um dos seus pontos fortes. A luz externa irradia dando uma sensação de liberdade reforçada pelo teto panorâmico (opcional) e as janelas laterais extensas.
2007
● Lançamento do CITROËN C4 PALLAS, versão sedã do famoso modelo, introduzido com direito ao astro Kiefer Sutherland – o Jack Bauer do seriado “24 Horas” – como garoto-propaganda. O modelo tem o nome inspirado na deusa da mitologia grega, Pallas Atena, que simboliza a verdade e a sabedoria. Com estilo marcante e inovador, cinco versões de acabamento e garantia de três anos o modelo faz jus a seu nome de Deusa.
● Lançamento do CITROËN C CROSSOVER, primeira SUV (veículo utilitário esportivo) da marca. Com um design de linhas fortes e elegantes, tração nas quatro rodas e freios de alta-performance, combina competência, dinâmica de padrão elevado e conforto.
● Lançamento do CITROËN NEMO, automóvel inspirado no peixe Nemo, do filme da Disney “Procurando Nemo”, com design compacto, porém robusto, sendo perfeito para escapar de situações de trânsito complicado, com um bom volume interno.

As inovações
A CITROËN lançou ao longo de sua história inovações que revolucionaram o mercado automobilístico:
● Corte de engrenagens em forma de chevron (engrenagens helicoidais)
Numa viagem realizada à Polônia, André Citroën descobre por acidente o corte de engrenagens em forma de chevron. Compra a patente e aplica-a ao aço. As engrenagens helicoidais têm dentes em forma de “V”. O contato progressivo entre os dentes das engrenagens helicoidais proporciona um funcionamento muito mais suave e silencioso do que o das engrenagens de dentes retos. Atualmente a maioria dos automóveis ainda utiliza as engrenagens helicoidais em suas transmissões.
● Primeiro automóvel vendido completo
Em 1919 André Citroën vende o primeiro automóvel completo da história. Nessa época, peças que hoje são indissociáveis de um automóvel como a ignição, os faróis eléctricos e pneu sobresselente, eram vendidos como extras. O Modelo A foi o primeiro automóvel a sair de fábrica com estas peças montadas de origem.
● O primeiro automóvel europeu a ser construído em série
O Modelo A, produzido entre 1919 e 1921, foi o primeiro automóvel a ser construído em grande série na Europa.
● Carroceria toda em metal
Em 1924, André Citroën constrói o primeiro Modelo B “Tudo Metal”. Esta técnica, que dava os primeiros passos nos Estados Unidos, unia por solda elétrica a estrutura das carroçarias com as chapas metálicas. As carroçarias “Tudo Metal” eram mais rígidas que as de madeira e ofereciam mais e melhor proteção aos ocupantes.
● Motores refrigerados a bomba d’água
Em 1928, com o lançamento dos modelos C4 e C6, também estréia a refrigeração do motor por bomba de água.
● Carroceria feita de uma só peça
Em 1932, os modelos 8, 10 e 15 recebem a primeira grande evolução da estrutura “Tudo Metal”. Esta nova carroçaria era feita de painéis laterais ligados aos outros elementos por solda elétrica automatizada, tornando-a uma peça única. Esta evolução aumentava ainda mais a rigidez das carroçarias tornando-as mais seguras.
● Tração dianteira
Quando em 1934 a CITROËN introduziu um veículo de tração dianteira com uma carroçaria de uma só peça, a montadora francesa estava lançando futuro do automóvel. Com esta inovação, a montadora transformou todos os veículos da concorrência em automóveis obsoletos. As soluções até então encontradas não permitiam um eficaz aproveitamento do motor, sobretudo devido ao posicionamento do mesmo. É graças a uma engenhosa disposição da transmissão concebida por André Lefèbvre, o motor da CITROËN era montado na posição perfeita que lhe permitia ser mais eficaz. Mais de 70 anos depois, a maioria dos automóveis construídos atualmente têm tração dianteira e carroçaria feita em uma única peça.
● Suspensão hidropneumática
Essa suspensão foi apresentada em 1955, provando que a CITROËN estava na linha da frente no que diz respeito às inovações tecnológicas do automóvel.
● Freio à disco
O CITROËN DS lançado em 1955 foi o primeiro automóvel a ser construído em série com freios à disco frontais.
● Tecnologia HDI
A CITROËN aposta muito na proteção e respeito pelo meio ambiente. E a prova disso são os motores Diesel com tecnologia HDI. A tecnologia HDI consegue reduzir em cerca de 20% o consumo de combustível e a emissão de CO2. Este dispositivo electrônico permite um controle da dosagem da mistura combustível/ar mais eficaz.
● Método de produção e distribuição
A CITROËN foi a primeira marca a ter uma rede de concessionárias, um serviço de pós-venda com garantia de um ano e oferta da revisão após a rodagem. Ainda sobre a direção de André Citroën, a marca está também ligada à criação da primeira empresa de crédito para industriais e à primeira sociedade européia de crédito ao consumo (Sovac). Foi também André Citroën que lançou o primeiro catálogo de venda de peças separadas e que mandou construir os primeiros semáforos rodoviários.
● Tecnologias FAP (Filtro de Partículas)
A tecnologia FAP consiste na utilização de um filtro que retém as partículas não queimadas pelo motor e que assegura a sua combustão. O motor HDi devido à utilização da tecnologia de injeção direta através de Common Rail tem um baixo índice de emissão de partículas. Esta combinação de tecnologias permite níveis de emissão de CO2 muito inferiores às futuras normas ambientais da União Européia.

As competições esportivas
A CITROËN possui uma longa tradição de participação em ralis. Disputando desde os anos 30 com sua linha de Rosalies, também teve participação com os modelos 2CV, DS, SM, CX e até mesmo o Mehári foi o veículo médico oficial do Paris Dacar por muitos anos. O DS competiu no rali de Monte Carlos de 1959 a 1965, além de participar das competições no Marrocos e Rali da África. Em 1977 o CX 2400 ganhou os cinco primeiros lugares no rali de Senegal. A Citroën esteve presente também no WRC (World Rally Championship), mais importante campeonato de rali de velocidade no mundo, em 1973 com um DS 21 e dois DS 23, e terminou a prova em sétimo lugar. Até 2002 a participação da equipe Citroën não foi constante no campeonato. Em 2003 o jovem de 29 anos Sébastien Loeb trouxe para a Equipe Citroën Total o primeiro título na categoria Montadora pilotando um Xsara. Na classificação de pilotos, o francês conquistou o segundo lugar. Em 2007 o piloto trocou o Xsara WRC pelo C4 WRC, assim como o companheiro de equipe o espanhol Daniel Sordo, consquistando o título de Piloto, o quarto de sua carreira no WRC. Atualmente a Equipe Citroën Total também participa da categoria Júnior que acontece paralela ao evento, mas com menos etapas. O francês Orgier e seu co-piloto Ingrassia disputam a categoria a bordo de um C2.

O resgate de uma tradição
Não é museu, nem está aberto a visitação pública, mas no Conservatório Citroën está a história de uma marca. São mais de 300 veículos (modelos históricos, modelos de corrida, carros-conceito) e 1.400 metros lineares de arquivos, junto com uma enorme quantidade de peças e elementos ligados à história da CITROËN. Assim é o Conservatoire Citroën, inaugurado em novembro de 2001 e situado em Aulnay-sous-Bois, entre o centro de Paris e o Aeroporto Charles de Gaulle, numa unidade da PSA Peugeot Citroën. Um galpão de 5.000 m2 para os carros, mais 1.000 para sua manutenção e 500 para arquivos. Na sala de recepção, motores que a CITROËN não chegou a usar em modelos de produção, incluindo um V8. Entre modelos mais comuns e carros-conceito, um P17 de esteiras, usado pelo exército polonês, e o helicóptero RE2 com motor rotativo Citroën. O começo da marca está muito bem representado nessa parte, dedicada aos modelos produzidos nos anos 20.
O agrupamento dos elementos do Conservatoire exigiu uma ampla operação logística que levou mais de um ano. Antes, tudo estava espalhado em vários locais, principalmente em Paris, na rua Vasco da Gama, no centro de testes da Ferté Vidame e no centro de estilo de Vélizi. O trabalho de transferência para Aulnay durou de junho de 2000 a setembro de 2001. Parte importante do patrimônio da CITROËN constitui-se de desenhos e ilustrações, registros, dados econômicos e documentação. Há os croquis e os desenhos dos departamentos de engenharia, inclusive desenhos originais de estilo com a assinatura de Flaminio Bertoni, o estilista responsável contratado para desenhar o 11 Traction Avant e que chegou a projetar o DS. Tudo testemunha a fecundidade da marca em questão de estilo e aerodinâmica. Há também os registros, ainda escritos à mão, que contêm os números de chassi dos veículos que permitem localizar a data e o tipo exato dos produtos, bem como o volume de cada modelo produzido. O mais incrível é serem registros desde o início da vida da empresa, em 1919. Junto com estes, há uma enorme quantidade de dados industriais, históricos, econômicos e sociais. Ver todos aqueles automóveis repousando em casa é mesmo uma formidável sensação, para quem gosta de carros e valoriza o empenho de um fabricante em conservá-los.

Passar diante de um Tipo A Torpedo 1919, o primeiro CITROËN, chega a dar certa emoção. Foi o primeiro carro europeu construído em grande escala e o primeiro daquele continente a trazer motor de partida elétrico. Com o “A” chegavam também para os europeus a iluminação elétrica e o estepe. E aparecia o emblema da dupla insígnia, que ficaria conhecido no mundo todo. Uma coisa é certa: o Conservatoire Citroën não é mesmo lugar para se passar algumas horas. Seriam necessários vários dias, na verdade muitos, para mergulhar em tanta história.
Um lugar chamado C42
A abertura do C42 em setembro de 2007 é uma etapa importante e simbólica para CITROËN. Reativando seu endereço mítico, na mais bela avenida do mundo, a montadora reforça suas raízes históricas e consolida a dinâmica iniciada há dez anos com a renovação completa de sua linha. O C42 é também portador do projeto de uma grande montadora generalista para os próximos anos, notadamente em termos de qualidade, de produtos e de serviços. O objetivo deste local excepcional, verdadeira proeza arquitetônica na Avenida Champs-Élysées, é permitir aos diversos públicos descobrir, ver e entender o automóvel de acordo com a CITROËN. Desta forma, o C42 corresponde à imagem de ambição da marca: surpreender o mundo. Entrar no C42 é descobrir a imagem forte das criações CITROËN e compartilhar os valores de prazer, de audácia e de inovação da marca. A história, às vezes, se perpetua.
Na CITROËN, a história remete a um lugar, inaugurado em 1927 e que nunca termina de renascer, com um estilo arquitetônico inovador, decididamente contemporâneo e com uma identidade visual reconhecível, qualquer que seja a época. Símbolo da ligação estreita entre a marca dos chevrons e a prestigiosa avenida, o nome C42 foi escolhido naturalmente: C de CITROËN e 42 pelo endereço (em francês, “42, avenue des Champs-Elysées”). Um endereço escolhido na época pelo prestígio que ele inspirava, e um reconhecimento mundial: o C42 cria verdadeiramente raízes neste local. No coração de Paris, num dos locais turísticos mais visitados do mundo, a CITROËN criou uma vitrine para sua imagem, sempre moderna e prestigiosa, através de um projeto arquitetônico ambicioso. O local mítico foi reinventado com uma obra de vidro, cuja fachada hexagonal apresenta o duplo chevron sobre toda sua altura. Realizado por Manuelle Gautrand, o C-42 exibe decididamente o espírito de criatividade e de inovação que acompanha desde sempre o destino da marca dos chevrons. O C42 põe em cena o universo automobilístico de maneira espetacular: uma coluna de carros, verdadeira escultura composta por oito plataformas giratórias sobrepostas e sobrepujadas de espelhos, subindo no centro do edifício.

O visitante, recebido por um dos últimos carros conceito da montadora francesa, exposto no térreo, é então convidado para um passeio original de cima para baixo, no tempo e no espaço. Um elevador panorâmico leva o visitante ao átrio banhado de luz do último pavimento, debaixo da cúpula de vidro, de onde ele pode ter uma visão incrível da capital francesa: a torre Eiffel, a cúpula do Grand Palais, a torre Montparnasse, a Praça da Concorde, os Champs-Élysées como ele nunca os viu. Descendo a pé, nível após nível e ao redor da coluna de carros, o visitante descobre então a exposição, dos modelos mais antigos aos mais modernos. Ele pode também consultar as telas táteis, verdadeiros suportes pedagógicos associados a cada veículo, e aproximar-se o mais perto possível dos modelos.

No subsolo, ao redor de um segundo carro conceito, o visitante prossegue sua imersão no universo CITROËN, com a difusão de filmes dedicados à temática da exposição e a diversas atualidades da marca. No fim de seu percurso, o visitante chega ao térreo da loja organizada ao redor da mobília desenhada pela própria arquiteta. Dedicada à venda dos produtos C42, esta loja propõe alguns objetos inéditos evocando a inovação e o lado estético do lugar, recordações do momento passado na CITROËN. C42, Avenida dos Champs-Elysées: mais que um lugar, uma história.
O gênio por trás da marca
Quando um sobrenome se torna numa marca, entra para a história. A notoriedade é o fruto do seu reconhecimento, sendo a perenidade o reflexo da sua adaptação. CITROËN entrou para a história a partir de 1919. Há mais de 80 anos que a marca acompanha os grandes movimentos da sociedade, nas suas mais diversas correntes, nos mais cotidianos acontecimentos, nos seus mais loucos sonhos. André Citroën, visionário dos métodos revolucionários, é sem contestação uma das grandes personalidades do início do século XX. Audacioso, intuitivo, sempre à frente do seu tempo, dotado de um sentido surpreendente para a comunicação, este homem fora do normal, apaixonado pela ação e pela aventura, estava no lugar certo e na hora certa. Filho de um joalheiro holandês, Lévie Citroën, e de uma polaca, Macha Kleinan, André Gustave Citroën nasceu no dia 5 de fevereiro de 1878 em Paris. Órfão de pai aos seis anos, ele foi criado pela mãe que retoma o negócio de diamantes e de pérolas finas. No dia 1 de outubro de 1885, entra para o 9º Curso no liceu Condorcet. Quando se matricula, adiciona uma trema ao “e” de seu sobrenome. Aos dez anos descobre Jules Verne, do qual se torna um leitor assíduo. Tira da sua obra os grandes princípios que serão seguidos ao longo de toda a sua vida: o espírito dea descoberta, o sentido de concorrência, a maravilha científica, a procura permanente da evolução. A edificação da Torre Eiffel para a exposição universal de 1889 é o segundo acontecimento que decidiu a orientação do jovem adolescente. Ele ia ser um engenheiro. Em 1898, entra para a Politécnica.
Termina o curso em 1900. Com vinte e dois anos de idade, numa viagem à Polônia, ele descobre casualmente um processo de corte das engrenagens em forma de chevron. Compreende de imediato que esse processo, transposto para aço, poderia trazer-lhe oportunidades e compra a patente. A história daqui em diante é o início de uma das mais bem sucedidas empresas automobilísticas de todos os tempos. E para ele, o progresso industrial devia ser acompanhado de avanços sociais: na fábrica de Javel, cria instalações sanitárias e sociais (integrando salas de estar, de jogos, de ginástica, de costura, refeitório, etc) sem precedentes para os operários; concede a cada operária grávida um prêmio mensal, um prêmio pelo nascimento da criança e um mês de folga pago; é o primeiro a pagar um mês extra a seus funcionários; transforma a enfermaria em um verdadeiro hospital, e os cuidados eram gratuitos; e pela primeira vez na Europa, organiza grupos de trabalho especiais para pessoas portadoras de deficiências. Muito mais que construir automóveis, André Citroën formava cidadãos.

O logotipo
Os dois “V” invertidos, conhecidos na França como “Deux Chevron”, simbolizam a engrenagem bi-helicoidal, criada pelo engenheiro André Citroën, fundador da marca francesa. O logotipo atual da marca na cor vermelha foi adotado em 1985 em substituição ao tradicional que utilizava as cores amarelo e azul.

Em fevereiro de 2009 a montadora francesa apresentou seu novo logotipo, com o duplo “chevron” característico da marca agora em três dimensões, ganhando relevo em força e matéria. O nome “Citroën” vem grafado com uma nova fonte. Utilizando essa nova identidade visual, a CITRÖEN quer se reinventar completamente, mantendo a dinâmica gerada pelo sucesso de novos produtos lançados nos últimos dez anos para dar à marca um maior valor agregado, conduzindo e mantendo a gama de produtos modernos. A mudança faz parte das comemorações de 90 anos da marca.
Os slogans
Créative Technologie. (2009)
Discover what Citroën can do for you. (1993)
Just imagine what Citroen can do for you.
Nothing moves you like a CITROËN.
Intenso como você.
(Citroën C3)
Incomparável. (Citroën C5)
Você não imagina tudo o que a Citroën pode fazer por você. (Brasil)
Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 1919
● Fundador: André Citroën
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca: PSA Peugeot Citroën
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman: Thierry Peugeot
● CEO: Christian Streiff
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Fábricas: 36
● Concessionárias: + 10.000
● Produção: 1.461.000 unidades (2007)
● Presença global: 140 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 13.900
● Segmento: Automobilístico
● Principais produtos: Automóveis e caminhões
● Ícones: O logotipo Deux Chevron
● Slogan: Créative Technologie.
● Website: www.citroen.com
A marca no Brasil
Presente no Brasil desde 1991 com a importação independente de veículos como o XM, Xantia e Xsara, em agosto de 2000 foi inaugurado no Rio de Janeiro o complexo industrial de Porto Real trazendo os mais altos padrões de sofisticação, acabamento, durabilidade, confiabilidade, conforto, desempenho e segurança. Com capacidade inicial para produzir até 100 mil veículos por ano e gerando mais de 2.500 empregos na região, o parque industrial montado em Porto Real, envolveu um investimento de aproximadamente um bilhão de dólares. Em pouco tempo a região se tornou um importante pólo automotivo. O primeiro veículo a inaugurar a linha de montagem foi o Xsara Picasso. Sucesso de vendas, dois anos mais tarde é lançada no mercado a edição especial com DVD. O Xsara Picasso foi o primeiro veículo nacional a possuir o sistema de série. O equipamento ficava posicionado de forma que os passageiros traseiros pudessem assistir filmes ou jogar vídeo game sem atrapalhar o motorista graças aos três pares de fones de ouvido individuais. Este sistema não interferia no sistema de som do rádio permitindo que o motorista e o passageiro dianteiro ouvissem música ao mesmo tempo em que os ocupantes traseiros usufruíam do sistema de DVD.
Em 2003 o C3 também passou a ser fabricado no Brasil. Em 2006 uma edição especial chamada de C3 Musique possuía seis auto-falantes, subwoofer de 10 polegadas instalado sob o banco do passageiro, CD player com controle remoto e iPod. Pela primeira vez um carro fabricado no Brasil oferece som de fábrica integrado a um iPod. Atualmente a fabrica também produz motores e veículos Flex para exportação para o Mercosul e Europa. A produção do C4 Pallas se divide entre as fábricas de Porto Real e Argentina.
A marca no mundo
A CITROËN é a sexta montadora de automóveis do mundo e a segunda da Europa, estando presente com mais de 10 mil pontos de vendas em 140 países redor do mundo, destinando 70% do seu volume de produção para fora do mercado francês.

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