Toyota

 

Tornar-se uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo não acontece de repente. A primeira palavra que vem à cabeça quando se ouve falar em TOYOTA é qualidade. A empresa, não é de hoje, virou uma colecionadora de prêmios de excelência produtiva. Seus carros são objeto de desejo de milhares de consumidores em todo o mundo, não por acaso, a TOYOTA tem um alto índice de fidelização de clientes. Os mais de 70 anos da TOYOTA revelam uma história de respeito e dedicação ao cliente.
A história
Não há como falar da TOYOTA sem mencionar os feitos da família Toyoda. No final do século XIX, quando o Japão dava início ao seu processo de modernização, o senhor Sakichi Toyoda, filho de um humilde carpinteiro, procurava maneiras de melhorar o tear manual. Ele vivia em um pequeno povoado no qual as mulheres trabalhavam com esse objeto e procurou usar de sua habilidade com carpintaria para facilitar o trabalho da mãe. Em 1907, ele funda a empresa Toyoda Loom Works com um capital de 1 milhão de ienes. Foi depois de muito trabalho e de ter criado o tear elétrico que, em 1924, ele criou o primeiro tear automático com a ajuda do seu filho Kiichiro, revolucionando a indústria têxtil do país com sua visão inovadora. Os teares Toyoda ganharam mercado por apresentarem preços menores e assim começaram a ser exportados.
Sakichi e suas empresas sofreram com as crises econômicas vividas pelo Japão devido às guerras pelas quais o país passou. Mas o espírito empreendedor e criativo que Kiichiro herdou do pai não permitiu que o sucesso da família parasse. Ele viajou aos Estados Unidos e à Europa, na década de 20, em busca de novidades. Nessas viagens, ele pôde entrar em contato com a indústria automotiva. Por se tratar ainda de algo bastante novo no mercado, esse setor atraiu o senso inovador de Kiichiro. Depois de um ano da morte de seu pai, em 1930, ele começou a trabalhar no desenvolvimento de motores de combustão movidos à gasolina. Em 1933, funda a Divisão Automobilística da Toyota Automatic Loom Works para cuidar da produção de veículos. Nesta época, o nome original da família Toyoda, foi mudado por questões de facilidade na pronuncia passando a se chamar TOYOTA.


Finalmente, em 1935, ele conseguiu produzir o primeiro protótipo de um caminhão e de um automóvel de passageiros (o modelo A1) com a renda conseguida na venda da patente do tear automático que seu pai havia inventado para uma empresa britânica e fundou, no dia 28 de agosto de 1937, a TOYOTA MOTOR CORPORATION, considerada a primeira montadora japonesa. Já no ano seguinte, a montadora começou a implantar o sistema “just-in-time” em sua produção. Defendia-se que deveria ser produzido apenas aquilo que era estritamente necessário e que era preciso observar o momento adequado e as quantidades certas. Essa filosofia de se buscar fazer mais com menos gerou o conhecido Sistema de Produção Toyota, que é estudado e admirado atualmente por sua constante preocupação em aperfeiçoar-se e pela valorização do comprometimento dos seus empregados.


Com uma década de vida, em 1947, a TOYOTA já contabilizava 100.000 veículos produzidos, número bastante relevante para uma época em que a indústria automotiva ainda dispunha de uma tecnologia muito débil se comparada com a atual. Além disso, o valor desse número fica ainda mais evidente quando se pensa nos prejuízos econômicos que a Segunda Guerra trouxe para a empresa. Foi, sem dúvida, uma importante marca. Os negócios da empresa começaram a se expandir para outros países, e a exportação de automóveis ganhou importância cada vez maior.


Em 1950, a empresa detinha 40% do mercado de vendas de automóveis do Japão, sendo a maior fabricante de veículos do país. Pouco tempo depois, em 1957, exportou o primeiro carro japonês (o jipe Land Cruiser) para os Estados Unidos. Mas ainda isso não era nada em relação ao que estava por vir. A TOYOTA conheceu um êxito ainda maior quando decidiu inserir-se no mercado internacional. Foi em 1958 quando fundou a sua primeira fábrica longe de terras nipônicas, aumentando seu reconhecimento e seu crescimento. O destino: Brasil.


Em 1964, além de uma forte campanha para divulgação da marca em solo norte-americano, a TOYOTA introduziu a primeira picape da montadora com o lançamento da Stout 4×2. Nesse ano foram exportados 2.029 veículos para o mercado americano, porém com a forte campanha, o número passou para 38.073 unidades em 1967, dobrando no ano seguinte com a introdução do modelo Corolla. Nos anos seguintes a montadora japonesa introduziu no mercado modelos que se tornariam líderes em vendas como a caminhonete Hilux, o luxuoso Camry, o utilitário esportivo RAV4 e o compacto híbrido Prius. A eficiência e sua obsessão em tornar-se a maior montadora do mundo já podia ser vista em 2005, quandos, segundo uma matéria na Newsweek International, a TOYOTA obteve lucros recordes de US$ 11 bilhões, que ultrapassaram os ganhos da GM, Ford e DaimlerChrysler, juntas. Finalmente, em 2007, a TOYOTA tornou-se a maior empresa automobilística do mundo, o que era previsto somente para o ano seguinte, desbancando a gigante americana General Motors. Mas a grave crise financeira que assolou o mundo em 2008, colocou em xeque a eficiência da TOYOTA: um prejuízo líquido de US$ 4.4 bilhões. Esta é a primeira vez que a TOYOTA encerra um exercício fiscal com resultado operacional no vermelho desde que começou a publicar seus resultados, em 1941.


A linha do tempo
1950
● Desenvolvimento do jipe LAND CRUISER, que estreou internacionalmente somente em 1953.
1966
● Lançamento do TOYOTA COROLLA, um dos maiores sucessos de venda da história da indústria automobilística. Atualmente o modelo está em sua 10ª geração e já vendeu mais de 33 milhões de unidades desde seu lançamento.
1967
● Lançamento do TOYOTA CELICA, um carro esportivo, equipado com um motor 1.6 litros, disponível nas versões ST e Sport-Coupe.
1968
● Lançamento da TOYOTA HILUX, uma caminhonete 4×2 que podia ser utilizada para lazer ou trabalho, estando apta para enfrentar as condições de terreno mais adversas. O modelo já vendeu mais de 12 milhões de unidades desde seu lançamento.
1982
● Lançamento do TOYOTA CELICA TURBO no Japão.
1983
● Lançamento do TOYOTA CAMRY, um sedan luxuoso de médio porte com motor 2.0 de quatro cilindros que veio substituir o TOYOTA CORONA. O modelo, que passou a ser produzido nos Estados Unidos em 1988, é o carro mais vendido do mercado americano em sua categoria.
1984
● Lançamento do TOYOTA 4RUNNER, um utilitário esportivo de médio-grande porte.
1989
● Lançamento da LEXUS, marca de automóveis de luxo da montadora japonesa.
1990
● Lançamento da TOYOTA ESTIMA, uma van de porte grande.
1994
● Lançamento do TOYOTA RAV4, um utilitário esportivo compacto. A sigla do modelo por si só demonstrava as pretensões da montadora japonesa:Recreational Active Vehicle (algo como veículo de recreação ativa).
1995
● Lançamento da TOYOTA TACOMA, uma caminhonete compacta.
● Lançamento do TOYOTA AVALON, um sedan de grande porte com motor V6 de 3.0 litros.
1997
● Lançamento, no mercado japonês, do TOYOTA PRIUS, um carro compacto híbrido movido a gasolina e eletricidade. O modelo seria lançado no mercado americano somente em 2000. O TOYOTA PRIUS ultrapassou em 2007 a marca de 1 milhão de unidades vendidas desde seu lançamento.
1998
● Lançamento do TOYOTA AVENSIS, um sedan de porte médio especialmente desenvolvido para o mercado europeu. O modelo, que atualmente é produzido na Inglaterra e oferece além da versão sedan, a perua, está na sua terceira geração.
● Lançamento da TOYOTA SIENNA, uma minivan de porte médio que compartilha motor e plataforma com o TOYOTA Camry.
1999
● Lançamento do TOYOTA YARIS, um carro compacto e primeiro modelo desenhado pela divisão européia da montadora (no Design Center, agora chamado de ED2 situado em Nice, França).
2000
● Lançamento da TOYOTA TUNDRA, uma picape de porte grande e um dos grandes sucessos da montadora no mercado americano.
● Lançamento da TOYOTA SEQUOIA, um utilitário esportivo de grande porte.
2001
● Lançamento da TOYOTA HIGHLANDER, um utilitário de porte grande.
2005
● Lançamento do TOYOTA AYGO, nome que surgiu da conjugação verbal em inglês I go (eu vou), é um automóvel hatch de pequeno porte para quatro passageiros desenvolvido especialmente para o mercado europeu em parceria com a PSA Peugeot Citroën.
● Lançamento do TOYOTA FIELDER, versão perua do modelo Corolla.
2006
● Lançamento do TOYOTA FJ CRUISER, um jipe com estilo retrô baseado no designer do famosos Land Cruiser da década de 60.


O modelo TOYOTA
O famoso e eficiente sistema de produção da TOYOTA, surgiu em quando a empresa passava por sua pior crise, após o final da Segunda Guerra. À beira da falência, o então presidente da empresa, Eiji Toyoda (primo do fundador, Kichiro Toyoda), pediu a seu principal executivo, o engenheiro Taiichi Ohno, que reinventasse o processo produtivo da montadora. Os tempos de aperto não permitiam mais o desperdício e os estoques altos, comuns às indústrias da época. Para encontrar a resposta ao problema, ele não recorreu a consultorias, foi para dentro da fábrica e passou um pente-fino em cada etapa do processo de fabricação de automóveis. Nascia ali o que veio a ser chamado de sistema Toyota de produção. O padrão TOYOTA, que se opõe radicalmente ao sistema de produção convencional inventado pelas gigantes do setor automotivo americano, ganhou até definição acadêmica: TOYOTISMO.


Na prática, a metodologia permitiu que a TOYOTA fizesse e desenvolvesse carros pela metade do tempo, metade do custo, em metade do espaço. E, obviamente, sem comprometer a qualidade. Ao contrário. Na TOYOTA, a qualidade não é medida por amostragem de produtos acabados, mas feita peça por peça, processo por processo. Não por acaso, a empresa ousou lançar no mercado veículos com três anos de garantia. O que a TOYOTA faz na fábrica é se restringir às necessidades do mercado. Ela atende aos apelos dos seus clientes proporcionando conforto e tecnologia na medida certa, mas eliminando desperdícios, inclusive descartando valores agregados ao produto que o cliente nem está disposto a pagar. O Corolla, por exemplo, é oferecido ao mercado em apenas cinco cores. Os concorrentes têm mais de dez. Uma pesquisa mostrou que 70% dos consumidores preferem este tipo de veículo nos tons prata e preto. Com isso, a montadora fez uma economia brutal.


Outro segredo da excelência produtiva é a relação com os fornecedores. Se ela identifica um preço elevado praticado por um bom fornecedor, prefere ajudá-lo operacionalmente para que ele chegue ao valor justo para as duas partes. Parceiro bom, na filosofia TOYOTA, é garantia de qualidade. Em questão de pontualidade na entrega de encomendas, por exemplo, exige 100% de performance. Mas os fornecedores não reclamam. Outro ponto importante do sistema é: os trabalhadores multifuncionais, ou seja, desenvolvem mais do que uma única tarefa e operam mais que uma única máquina. A base de sustentação do SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO é a absoluta eliminação do desperdício e os três pilares necessários à sustentação é o Just-in-time (Produção Linear), Kaizen (Melhora Contínua) e a Jidoka (Autonomação). Os 7 desperdícios que o sistema visa eliminar:

● Superprodução, a maior fonte de desperdício.
● Tempo de espera, refere-se a materiais que aguardam em filas para serem processados.
● Transporte, nunca geram valor agregado no produto.
● Processamento, algumas operações de um processo poderiam nem existir.
● Estoque, sua redução ocorrerá através de sua causa raiz.
● Movimentação
● Defeitos, fabricar produtos defeituosos significa desperdiçar materiais, mão-de-obra, movimentação de materiais defeituosos e outros

Durante cinco décadas, a TOYOTA dedicou-se a aperfeiçoar seu método de trabalho, tornando a produção cada vez mais enxuta e eficiente. Aos poucos, virou referência não apenas para outras montadoras, as fábricas da GM, da Ford ou da Volkswagen, por exemplo, são praticamente idênticas às da japonesa , mas também para empresas de outros setores, casos de Alcoa e Bosch, duas de suas seguidoras. É justamente essa paciência e atenção aos detalhes que as rivais, por mais que tentem, não conseguem replicar.

Por dentro da gigante
A TOYOTA é um verdadeiro tédio. Na montadora asiática não há “executivos celebridade”, seu presidente, o japonês Katsuaki Watanabe, é um sujeito discreto, pouco afeito a entrevistas, festas ou frases bombásticas. As maiores inovações da empresa levam anos até sair das pranchetas e ganhar as ruas, o híbrido Prius, por exemplo, seu modelo mais revolucionário, demorou quase 50 meses para ser idealizado e atingir o nível de desempenho exigido pelos engenheiros da montadora. Na matriz, os funcionários têm emprego vitalício, uma instituição decrépita até mesmo na conservadora sociedade japonesa; e a alta cúpula trabalha com um conceito muito particular do que seja meritocracia: para galgar posições na hierarquia, é preciso ter não apenas talento mas também idade (mais de 50 anos, no caso dos vice-presidentes, e perto de 60 para assumir a presidência). Nenhum julgamento é feito da noite para o dia ou baseado no argumento de “aproveitar oportunidades de mercado”, na TOYOTA, a tomada de decisão é um processo consensual. Tudo é lento, planejado, modorrento. Mas tudo é também praticamente perfeito.

Sede da montadora em Toyota City


A fórmula, apoiada em discrição, busca pela qualidade, longo relacionamento com empregados e fornecedores e crescimento meticulosamente calculado levou a TOYOTA à inédita liderança do mercado mundial de automóveis no fim de abril de 2007, ultrapassando a americana General Motors, que há 73 anos ocupava o posto. Trata-se de um daqueles momentos históricos em que um sistema mais forte e competitivo finalmente deixa para trás outro envelhecido. Passo após passo, a montadora conseguiu se reinventar nas últimas décadas. A GM, um dos símbolos máximos do capitalismo americano, perdeu-se em sua teia de ineficiência e agora tenta desvencilhar-se dela. Esse fato é mais importante que os números em si. E os japoneses parecem saber disso. No primeiro trimestre de 2007, a TOYOTA produziu 2,35 milhões de veículos em todo o mundo — ante 2,26 milhões fabricados pela GM no mesmo período. O recorde, porém, não mereceu grandes comemorações na matriz. Ao contrário. Seus executivos tentaram a todo custo minimizar o feito. “Nossa maior luta é para ser a número 1 em termos de qualidade, não em quantidade”, afirmou o presidente da empresa, Katsuaki Watanabe, poucos dias depois de a TOYOTA assumir a liderança do mercado mundial de automóveis. O ano de 2007 fechou com um recorde: 8.91 milhões de veículos produzidos. Há anos a montadora japonesa vem mostrando que é mais eficiente que suas concorrentes americanas. Com praticamente o mesmo número de funcionários da GM, a TOYOTA ganha mais dinheiro e tem um valor de mercado muito superior.

Hall principal da sede da TOYOTA no Japão


Para entender como a montadora japonesa se tornou uma máquina de crescimento, capaz de gerar lucros contínuos (isto até 2007), é preciso visitar sua sede, em Toyota City, uma cidadezinha próxima a Nagoya, no interior do Japão. Em frente ao imponente edifício, inaugurado há pouco mais de um ano, uma enorme cerejeira florida, a árvore símbolo do Japão, chama a atenção dos visitantes. Dentro do prédio, recepcionistas miúdas e risonhas encarregam-se de dar as boas-vindas a quem chega. Ao lado do edifício principal fica o centro de inovação da montadora, área em que a circulação de visitantes é, obviamente, restrita. Olhada por dentro, fica claro que nada é mais forte na TOYOTA do que sua cultura. Tudo mais, como a produção enxuta, a logística superafiada, os carros que fazem sucesso com o consumidor, são apenas reflexo do jeito TOYOTA de pensar e agir. Qualquer um dos 296.000 funcionários da montadora sabe exatamente quais os princípios e os valores da empresa. Como seguidores de uma doutrina, eles parecem acreditar em cada palavra que dizem. Da lista de “preceitos” da montadora constam recomendações como “Seja gentil e generoso, lute para criar uma atmosfera calorosa e caseira”. Enquanto em boa parte das empresas o principal motor do crescimento é o reconhecimento do sucesso individual, que se manifesta no pagamento de bônus atrelados ao cumprimento de metas, em programas de opções de ações e na ascensão meteórica na carreira, na TOYOTA o que move os funcionários é a certeza de que é possível fazer mais e melhor a cada dia, o chamado kaizen. Todos os empregados devem ser eternos insatisfeitos, buscando obsessivamente a qualidade, uma lógica que se aplica do operário ao presidente e que privilegia o trabalho em grupo.


Para que todos saibam exatamente qual é seu papel na engrenagem, os recém-contratados passam por um treinamento de cinco meses antes de assumir seu posto: 30 dias dedicados à cultura TOYOTA, dois meses numa fábrica, para ver de perto como os carros são produzidos, e o restante dentro de uma concessionária, porque é preciso saber o que quer o consumidor. A sensação de que todos estão remando juntos por um objetivo comum é reforçada pela política salarial. Na matriz, o salário do presidente não é nem dez vezes superior ao de um funcionário do chão de fábrica. Só para efeito de comparação, é comum em empresas americanas que o presidente ganhe mais de cem vezes o salário de um operário. O conservadorismo manifesta-se também na seleção dos principais executivos, quase todos recrutados logo depois do término da faculdade e treinados pela própria empresa. Com 53 fábricas espalhadas por 27 países, a TOYOTA hoje produz quase metade de seus veículos fora do Japão. Mesmo assim, na alta administração, que conta com cerca de 30 executivos, há apenas um estrangeiro, o americano Jim Press, responsável pela operação nos Estados Unidos (a maior fora da matriz). Mulheres são minoria. Somente 10% da força de trabalho da empresa no Japão é feminina. Há apenas uma mulher em um cargo de liderança — Mayasyo Hasegawa, nomeada chefe do departamento de responsabilidade social em janeiro deste ano.


A ascensão da TOYOTA ao topo da indústria deveu-se, em parte, à crise aguda pela qual passam as montadoras americanas. Atoladas em dívidas, GM e Ford chegaram perto da insolvência e hoje tentam desesperadamente reverter a situação. Com a liderança do mercado, a TOYOTA agora passa também a ser mais visada. O principal temor é que os consumidores tenham uma reação ANTI-TOYOTA, sobretudo nos Estados Unidos, onde os problemas das montadoras locais ganham ampla repercussão na mídia e, em alguns estados, servem de combustível a campanhas nacionalistas. Para não ser vista como “a forasteira que devastou Detroit”, a montadora japonesa tem feito uma ampla campanha de relações públicas. Segundo reportagem publicada recentemente pela revista americana Business Week, desde 2002 a empresa investiu mais de US$ 5 milhões por ano em campanhas para reforçar sua imagem perante consumidores, políticos e formadores de opinião. Paralelamente, tem contratado fornecedores americanos e instalado fábricas em estados mais conservadores, como o Texas, de onde saem suas picapes Tundra. O outro desafio é continuar desenvolvendo carros que caiam no gosto dos consumidores. Para alcançar a meta, a montadora alicerça seu processo de inovação em um longo planejamento e num investimento mais que generoso, em 2008 foram mais de US$ 8.4 bilhões aplicados em pesquisa e desenvolvimento.


O museu
TOYOTA AUTOMOBILE MUSEUM (Museu do Automóvel Toyota) foi inaugurado em abril de 1989 para contar a rica história da montadora japonesa, mostrando sua inovações e modelos ao longo dos anos. O museu está localizado em uma área de 46.700 metros quadrados na cidade de Nagakute, na província de Aichi e conta com um acervo de aproximadamente 120 veículos. Para os nostálgicos, a TOYOTA expõe os automóveis mais importantes da sua história, como por exemplo o primeiro Corolla fabricado em 1966 com motor de mil cilindradas. Há também outros carros de passeio como o Crown 1955, o Corona 1973, o Camry 1982, o ESV 1970, o Celsior 1989, o Progres 1998 e o recente veículo híbrido e campeão de vendas, Prius. Entre os principais veículos comerciais expostos estão: Truck G1 1935, SKB 1954 e a réplica em madeira do BX Truck. Além da evolução dos modelos, é possível observar a interessante evolução dos acessórios e equipamentos dos veículos como por exemplo, retrovisores, cintos de segurança, airbags, sistemas elétricos e até rádios toca-fita.


A visita ao museu não poderia acabar de forma diferente: no futuro. Há um vídeo onde a TOYOTA conta o que pretende para o futuro e para ilustrar isso há também em exposição alguns dos veículos conceitos de mobilidade pessoal. Apesar do nome, o museu conta também com veículos de inúmeras montadoras de todo o mundo. Isso permite que o visitante conheça não só a história da TOYOTA, mas também a história dos veículos automotores.

O emblema
Em 2 de outubro de 1990 a empresa apresentou ao mundo o novo símbolo da marca TOYOTA. Este emblema simboliza as características avançadas e a confiabilidade do produto e, hoje em dia, é utilizado em todos os novos modelos da montadora. O desenho consiste em 3 elipses entrelaçadas. Em termos geométricos, uma elipse possui dois pontos centrais: um deles representa o coração dos clientes e o outro o coração do produto. A elipse maior unifica os dois corações. A combinação das elipses vertical e horizontal simboliza o “T” de TOYOTA. O espaço do fundo representa o contínuo avanço do desenvolvimento tecnológico da TOYOTA e as ilimitadas oportunidades à nossa frente.


A comunicação
A TOYOTA também investe em eventos para divulgar ainda mais a sua marca. O mais importante deles é a sua participação nas competições automotivas de Fórmula 1. Desde 2002, a equipe Panasonic Toyota Racing vem conquistando respeito nesse esporte, o que comprova a sua fase de crescimento.


Os slogans
Moving forward. (2007)
Today. Tomorrow. Toyota. (2006)
Get the feeling. (2004)
What moves you? (2003)
For everyday people. (1998)
Live a little. Everyday. (1999)
The car in front is a Toyota. (1999)
People drive us. (1997)
The most reliable car in the world. (1994)
Who could ask for anything more! (1990)
Think it over. (1980)
Ampliando horizontes. (Brasil, 2008)


Dados corporativos
● Origem: Japão
● Fundação: 28 de agosto de 1937
● Fundador: Kichiro Toyoda
● Sede mundial: Toyota City (Aichi), Japão
● Proprietário da marca: Toyota Motor Corporation
● Capital aberto: Sim
● Chairman: Fujio Cho
● Presidente: Katsuaki Watanabe
● Faturamento: US$ 206.5 bilhões (2008)
● Lucro:  US$ 4.4 bilhões (2008)
● Valor de mercado: US$ 131.1 bilhões (setembro/2009)
● Valor da marca: US$ 31.330 bilhões (2009)
● Fábricas: 53
● Subsidiárias: 522
● Produção anual: 7.570.000 (2008)
● Presença global: + 170 países
● Presença no Brasil: Sim (4 fábricas)
● Funcionários: 316.000
● Segmento: Automotivo
● Principais produtos: Automóveis, caminhões e ônibus
● Outras marcas: Lexus, Scion, Daihatsu e Hino (caminhões)
● Slogan: Moving Forward.
● Website: www.toyota.co.jp

O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca TOYOTA está avaliada em US$ 31.330 bilhões, ocupando a posição de número 8 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. É a marca de automóvel mais valiosa. Além disso, a TOYOTA é a 5ª maior empresa do mundo de acordo com a Fortune 500 de 2008.

A marca no Brasil
A aventura em terras Tupiniquins começou no dia 23 de janeiro de 1958, quando a TOYOTA inaugurou um escritório no centro da cidade de São Paulo. Ele serviu de base para que a empresa conhecesse e compreendesse melhor o mercado brasileiro. Depois de 11 meses, a empresa deu início às suas atividades como montadora e instalou, no bairro do Ipiranga, a sua primeira fábrica brasileira. Os brasileiros puderam conhecer o modelo Land Cruiser em maio do ano seguinte. Em 1962, a empresa montou em São Bernardo do Campo sua nova fábrica, primeira unidade industrial da empresa fora do Japão, e começou a fabricar o modelo Bandeirante, equipado com motor a diesel, tração nas quatro rodas e disponível nas versões jipe e camioneta de carga e de uso misto, que atuou por 40 anos como referência no mercado de utilitários. No ano de 1998, a Toyota do Brasil inaugurou em Indaiatuba, no interior do estado de São Paulo, a sua principal fábrica no país. Com cerca de 1.500.000 m², esse estabelecimento destinava-se à produção do modelo Corolla: o carro mais vendido do mundo.


E esse sucesso aumentou ainda mais quando foram investidos mais US$ 300 milhões na modernização e ampliação da estrutura da fábrica para que ela abrigasse a produção da nova geração do Corolla, que se deu a partir de junho de 2002. Em 2003, a América Latina sentiu os benefícios trazidos pela implantação da TOYOTA Mercosul. Surgida da união da TOYOTA do Brasil com a TOYOTA Argentina, essa união se transformou em um pólo de produção e exportação voltado para toda a América Latina, incluindo-se México e Caribe. A consolidação do Novo Corolla fez com que a TOYOTA decidisse lançar um novo modelo derivado do sedan: o Fielder, veículo que redefiniu o segmento de station wagons.


Com a injeção de US$ 15 milhões, a fábrica de Indaiatuba começou em maio de 2004 a produzir o TOYOTA Fielder, que imediatamente assumiu a posição de liderança, conseguindo reavivar esse segmento no mercado automotivo nacional. Em 2007, passou a fabricar em Indaiatuba, com novo investimento de US$ 15 milhões, a linha Corolla Flex, composta pelo sedan Corolla e pela Fielder. Para atender à crescente demanda pelos seus veículos, TOYOTA também ampliou sua rede de distribuição, passando de 90 concessionárias, em dezembro de 2004, para 122 em 2007. Com mais de 5.000 pessoas empregadas nas duas unidades, a TOYOTA Mercosul contribuiu para o crescimento sócio-econômico desses países, gerando bem-estar social. Hoje, a TOYOTA do Brasil tem 50 anos de história e uma cobertura que atinge cerca de 90% do território brasileiro. Seus 3.200 colaboradores se espalham pelas 4 unidades da empresa no país e confirmam a filosofia de que a TOYOTA está “ampliando horizontes” no Brasil. A linha de produtos da TOYOTA no Brasil é composta, atualmente, pelo Corolla e Fielder, produzidos em Indaiatuba (SP), pela Hilux e SW4, fabricados na unidade industrial da TOYOTA Argentina em Zárate, e pelos modelos importados do Japão: os utilitários esportivos Land Cruiser Prado e RAV4, o sedan Camry, além dos luxuosos Lexus, o ES350 e LS460L.


A marca no mundo
Pelo mundo, a TOYOTA, maior montadora de veículos do mundo, respondendo por 15% da produção de carros do planeta (7.570.000 de unidades produzidas em 2008), encontra-se presente em mais de 170 países (possui 53 fábricas em 27 deles) e sua marca está entre as mais valiosas do planeta, graças à constante busca pela satisfação do cliente através da durabilidade e confiabilidade dos produtos e serviços pós-vendas. Líder incontestável do mercado japonês e asiático, a TOYOTA é o maior vendedor de veículos não-americanos nos Estados Unidos e a marca japonesa líder na Europa.

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